"'Receio não poder me expressar mais claramente', respondeu Alice muito polida, 'pois, para começo de conversa, não entendo a mim mesma. Ter muitos tamanhos num mesmo dia é muito confuso.'
'Não é', disse a Lagarta.
'Bem, talvez ainda não pense assim', disse Alice. 'Mas quando se transformar numa crisálida - o que vai acontecer um dia, sabe - e depois disso numa borboleta, acho que vai se sentir um pouco esquisita, não acha?'
'Nem um pouco', disse a Lagarta.
'Bem, talvez seus sentimentos sejam diferentes', disse Alice. 'O que eu sei é que eu iria me sentir esquisita'."
CARROLL, Lewis. Alice no País das Maravilhas. Porto Alegre: L&PM, 2011. p. 63.
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sexta-feira, 14 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
Altruismo e egoísmo
"Se eu não sou por mim, quem sou eu?
Se eu for só por mim, o que sou eu?".
GOSWAMI, Amit. O universo autoconsciente: como a consciência cria o mundo material. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2008. p. 276.
Se eu for só por mim, o que sou eu?".
GOSWAMI, Amit. O universo autoconsciente: como a consciência cria o mundo material. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2008. p. 276.
Inconsciente na física quântica
"Se isso ocorre, quem liga e desliga a atenção? De acordo com Posner, uma unidade de processamento central liga e desliga a atenção. Ninguém, contudo, jamais encontrou uma unidade central de processamento no cérebro-mente, e o conceito invoca o espectro do chamado homenzinho, ou homúnculo, no interior do cérebro. Francis Crick, o biólogo laureado com o Prêmio Nobel, faz uma alusão ao problema na anedota seguinte: 'Recentemente, estive tentando explicar a uma mulher inteligente o problema de compreender como é que percebemos absolutamente alguma coisa, e não estava conseguindo de maneira nenhuma. Ela não podia entender por que havia um problema. Finalmente, em desespero, perguntei-lhe como ela mesma pensava que via o mundo. Ela respondeu que, provavelmente, tinha na cabeça alguma coisa parecida com um aparelho de televisão. 'Neste caso', perguntei, 'quem é que olha para o aparelho?'. Ela, nesse momento, entendeu imediatamente o problema'.
Temos de enfrentar de cara o problema: não há nenhum homúnculo local, ou unidade processadora central, sentado no interior do cérebro, e que liga a atenção, interpreta e atribui significado a todas as ações de conglomerados centrais, sintonizando os canais a partir de uma sala de controle. Dessa maneira, a referência ao self - a capacidade de nos referirmos ao 'Eu' como o sujeito de nossas experiências - é um problema sumamente difícil para os modelos funcionalistas clássicos, de cima para baixo ou de baixo para cima. Aquilo que estamos procurando é aquilo que está nos olhando - uma reflexividade essencial tão difícil de explicar nos modelos materialistas do cérebro-mente como a corrente de von Neumann na medição quântica."
GOSWAMI, Amit. O universo autoconsciente: como a consciência cria o mundo material. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2008. p. 199.
Temos de enfrentar de cara o problema: não há nenhum homúnculo local, ou unidade processadora central, sentado no interior do cérebro, e que liga a atenção, interpreta e atribui significado a todas as ações de conglomerados centrais, sintonizando os canais a partir de uma sala de controle. Dessa maneira, a referência ao self - a capacidade de nos referirmos ao 'Eu' como o sujeito de nossas experiências - é um problema sumamente difícil para os modelos funcionalistas clássicos, de cima para baixo ou de baixo para cima. Aquilo que estamos procurando é aquilo que está nos olhando - uma reflexividade essencial tão difícil de explicar nos modelos materialistas do cérebro-mente como a corrente de von Neumann na medição quântica."
GOSWAMI, Amit. O universo autoconsciente: como a consciência cria o mundo material. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2008. p. 199.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Avante
"Assim, avante no caminho da sabedoria, com um bom passo, com firme confiança! Seja você como for, seja sua própria fonte de experiência! Livre-se do desgosto com seu ser, perdoe a seu próprio Eu, pois de toda forma você tem em si uma escada com cem degraus, pelos quais pode ascender ao conhecimento. [...] Está em suas mãos fazer com que tudo o que viveu - tentativas, falsos começos, equívocos, ilusões, paixões, seu amor e sua esperança - reduza-se inteiramente a seu objetivo."
NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 179-180.
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