"Um homem bom morreu e, como era esperado, acordou em um local celestial. Como estava com fome, pediu comida a um atendente.
- Tudo que você tem de fazer para obtê-la é desejá-la - foi informado.
Maravilhoso! Mas, depois de ter saboreado o banquete de gourmet que desejara, ele se sentiu solitário.
- Eu quero um pouco de companhia feminina - disse ele ao atendente, e mais uma vez foi informado de que precisava apenas desejar o que queria. De modo que ele desejou e, mais uma vez, ficou contente durante algum tempo com sua bela companheira.
Mas, em seguida, começou a sentir-se entediado e, mais uma vez, procurou a atendente.
- Isto aqui não é o que eu esperava - queixou-se. - Pensei que a gente ficava entediado e insatisfeito apenas no inferno.
O atendente fitou-o e perguntou:
- Onde é que você pensa que está?"
GOSWAMI, Amit. O universo autoconsciente: como a consciência cria o mundo material. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2008. p. 310.
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terça-feira, 4 de junho de 2013
sábado, 24 de setembro de 2011
Humanidade
"A cria sapiens nasce dotada do reflexo de sucção, dentre outros. Condição necessária para poder mamar, porém insuficiente, pois é indispensável que haja uma mulher que a tome nos braços e lhe ofereça mamar, assim como também se ofereça 'em' e 'com' seu seio ao choro do recém-chegado. [...] A disponibilidade do reflexo de sucção, com toda a fragilidade que lhe é inerente, demonstra claramente que a sorte da humanidade está lançada num além do organismo. A humanidade da cria está em causa no desejo que sujeita uma mãe."
Lajonquière, Leandro de. Figuras do infantil: a psicanálise na vida cotidiana com as crianças. Editora Vozes: Rio de Janeiro, 2010. p. 101.
Lajonquière, Leandro de. Figuras do infantil: a psicanálise na vida cotidiana com as crianças. Editora Vozes: Rio de Janeiro, 2010. p. 101.
Mãe x mulher
"No entanto, há 'algo' além de toda praticidade possível, de toda economia do amor, que faz a diferença. Trata-se do desejo que faz de toda mulher de plantão uma mãe não toda e, vice-versa, de toda mãe uma mulher não toda. [...] Ambos [homem e mulher] experimentam um desencontro nos registros do gozo e do desejo que a chegada do bebê recoloca, produzindo a cisão entre, por um lado, uma mulher e, por outro, a mãe. Justamente, com essa cisão é que mãe terá que se haver a cada vez que se ocupe de 'seu' produto."
Lajonquière, Leandro de. Figuras do infantil: a psicanálise na vida cotidiana com as crianças. Editora Vozes: Rio de Janeiro, 2010. p. 98.
Lajonquière, Leandro de. Figuras do infantil: a psicanálise na vida cotidiana com as crianças. Editora Vozes: Rio de Janeiro, 2010. p. 98.
Religião
"Dessa forma, embora seja inevitável se sustentar na vida graças a algumas ilusórias esperanças, nada impede o homem de saber inconscientemente que as ilusões são isso mesmo, ou seja, a marca do desamparo existencial e, em absoluto, indícios de nenhuma transcendência. Quando uma ilusão sabe-se ilusão, então, fica resguardada a diferença que anima o registro simbólico e que não é outra que a fenda mesma do desejo."
Lajonquière, Leandro de. Figuras do infantil: a psicanálise na vida cotidiana com as crianças. Editora Vozes: Rio de Janeiro, 2010. p. 60.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Ernest Jones, citando trecho de uma carta enviada a ele por Freud
"Naquela ocasião [A interpretação dos sonhos] apresentei o desejo de matar o pai e agora [Totem e tabu] apresento o assassinato mesmo".
Jones, Ernest. A vida e a obra de Sigmund Freud. Imago: Rio de Janeiro, 1989. v. 2.
Jones, Ernest. A vida e a obra de Sigmund Freud. Imago: Rio de Janeiro, 1989. v. 2.
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