Alguns livros, mesmo os não tão bons, têm partes que, por motivos diversos,

nos tocam mais profundamente. Esse blog é para colocar essa parte à parte.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"Gostaria de acreditar em tudo o que é simples - mas careço de fé."

AGUALUSA, José Eduardo. Teoria geral do esquecimento. 2. ed. Alfragide: D. Quixote, 2012. p. 215.

Paraíso

"Vão para o Paraíso as pessoas de quem os outros sentem a falta. O Paraíso é o espaço que ocupamos no coração dos outros."

AGUALUSA, José Eduardo. Teoria geral do esquecimento. 2. ed. Alfragide: D. Quixote, 2012. p. 215.

Morte

"Morremos sempre de desânimo, ou seja, quando nos falha a alma - então morremos."

AGUALUSA, José Eduardo. Teoria geral do esquecimento. 2. ed. Alfragide: D. Quixote, 2012. p. 191.

Infância feliz

"Pessoas com uma infância feliz, afirmou, costumam ser difíceis de quebrar."

AGUALUSA, José Eduardo. Teoria geral do esquecimento. 2. ed. Alfragide: D. Quixote, 2012. p. 65

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vida e vivência

"[...] então ficamos tentados a dividir a humanidade numa minoria ('minimaria') que sabe transformar o pouco em muito e numa maioria que sabe transformar muito em pouco; sim, deparamos com esses bruxos ao avesso, que, em vez de criar o mundo a partir do nada, criam o nada a partir do mundo."

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 264.

A presunção como o último meio de consolo

"Quando alguém interpreta um infortúnio, sua carência intelectual, sua doença, de modo a ver nele um destino predeterminado, uma provação ou a misteriosa punição por algo cometido no passado, torna o próprio ser interessante para si mesmo e se eleva, na imaginação, acima dos semelhantes. O pecador orgulhoso é uma figura conhecida em todas as seitas das igrejas."

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 252.

O primeiro pensamento do dia

"A melhor maneira de começar o dia é, ao acordar, imaginar se nesse dia não podemos dar alegria a pelo menos uma pessoa. Se isso pudesse valer como substituto do hábito religioso da oração, nossos semelhantes lucrariam com tal mudança."

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 252.

O ponteiro das horas da vida

"A vida consiste em raros momentos da mais alta significação e de incontáveis intervalos, em que, quando muito, as sombras de tais momentos nos rondam. O amor, a primavera, toda bela melodia, a Lua, as montanhas, o mar - apenas uma vez tudo fala plenamente ao coração: se é que atinge a plena expressão. Pois muitos homens não têm de modo algum esses momentos, e são eles próprios intervalos e pausas na sinfonia da vida real."

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 251.

A duração do dia

"Quando temos muitas coisas para pôr dentro dele, o dia tem centenas de bolsos."

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 244.

O mais nobre dos hipócritas

Não falar absolutamente de si mesmo é uma bem nobre hipocrisia."

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 241.

Prerrogativa da grandeza

"É prerrogativa da grandeza proporcionar enorme felicidade com pequeninos dons."

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 241.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O casamento como uma longa conversa

"Ao iniciar um casamento, o homem deve se colocar a seguinte pergunta: você acredita que gostará de conversar com esta mulher até na velhice? Tudo o mais no casamento é transitório, mas a maior parte de tempo é dedicada à conversa."

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 202.

Bondade materna

"Algumas mães necessitam de filhos felizes e respeitados; outras, de filhos infelizes: senão, sua bondade de mãe não pode se mostrar."

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 200.

O parente como o melhor amigo

"Os gregos, que sabiam tão bem o que é um amigo - de todos os povos, só eles tiveram uma discussão filosófica profunda e variada sobre a amizade; de modo que foram os primeiros e até hoje os últimos a ver o amigo como um problema digno de solução -, esses mesmos gregos designavam os parentes com uma expressão que é o superlativo da palavra "amigo". Isto permanece inexplicável para mim."

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 190.

Ofender e ser ofendido

"É muito mais agradável ofender e mais tarde pedir perdão do que ser ofendido e conceder perdão. Quem faz a primeira coisa dá mostra de poder, e em seguida de bom caráter. O outro, se não quiser passar por desumano, tem que perdoar. Por causa dessa obrigação, é mínimo o prazer na humilhação do outro."

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 189.